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Barragem Subterrânea é tema de oficina realizada pela ASA e EMBRAPA

A AGENDHA participou hoje (16) de uma Oficina sobre a Implementação de Barragens Subterrâneas, promovida pela ASA (Articulação Semiárido Brasileiro) em parceria com a EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). O evento contou com a presença de aproximadamente 81 representantes dos estados da Bahia, Paraíba, Pernambuco, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Sergipe, todos vinculados à Chamada Uma Terra e Duas Águas (P1+2) de 2023.




A condução da oficina ficou a cargo da pesquisadora da EMBRAPA, Maria Sonia Lopes da Silva, que abordou diversos aspectos relacionados às vantagens, importância, possibilidades e desafios da implementação, além do manejo do solo e da água por meio dessa tecnologia social.




Para quem não está familiarizado, a Barragem Subterrânea é uma estrutura construída no subsolo, cujo propósito é reter as águas das chuvas que escorrem tanto no interior quanto acima do solo. Isso cria uma vazante artificial, mantendo o solo úmido por um período de três a cinco meses após a estação chuvosa. Essa abordagem possibilita a prática agrícola mesmo durante períodos de estiagem. A instalação dessas barragens deve ocorrer em locais estratégicos, onde o maior volume de água escorre durante as chuvas.



Segundo informações divulgadas pela Fundação Banco do Brasil em 08/02/24, encontram-se no Semiárido brasileiro, aproximadamente, 3.050 barragens subterrâneas, utilizadas principalmente por agricultores familiares ou agricultores que possuem propriedades de pequeno porte.


Um estudo realizado pela Embrapa Solos no estado do Rio de Janeiro examinou os efeitos econômicos experimentados por agricultores que implementaram uma barragem subterrânea em suas propriedades na região do Semiárido brasileiro. Ao longo do período de análise de 18 anos, compreendido entre 2006 e 2023, observou-se um aumento médio anual de 375 quilogramas na produção. Essa elevação resultou em um ganho financeiro adicional de R$ 7.361,10 por hectare para aqueles que adotaram essa tecnologia social, em comparação com os agricultores que não a incorporaram em suas áreas.


O Coordenador de Projetos da AGENDHA, Maurício Aroucha, destacou que dada a complexidade, com critérios geológicos, ambientais e socioambientais, é prudente refletir sobre as condições de cada região e especificidade local no momento de implementar as Barragens Subterrâneas.


“Nossa experiência profissional com a construção de cinco barragens subterrâneas nos apresentou um problema comum: a chuva. Todas enfrentaram uma primeira chuva significativa, resultando no descolamento da estrutura de alvenaria, sangradores quebrados e perda da função. Houve uma frustração generalizada, evidenciando a necessidade de clareza nas tomadas de decisão. A compreensão atual é que devemos continuar com o processo das cisternas para avaliar a viabilidade da construção de barragens subterrâneas.”

A Chamada Pública nº 03/2023-AP1MC tem como objetivo a implementação de 146 tecnologias sociais voltadas para o armazenamento e acesso à água nos municípios de Paulo Afonso, Chorrochó e Macururé. Estas tecnologias incluem Cisterna Calçadão de 52 mil litros, Cisterna Enxurrada de 52 mil litros e Barragens Subterrâneas.


Este projeto é uma iniciativa da AGENDHA, em colaboração com a Associação Programa Um Milhão de Cisternas para o Semiárido (AP1MC), a ASA (Articulação Semiárido Brasileiro) e o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.


Bruna Cordeiro - ASCOM AGENDHA



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