Cooperação Técnica tem o Licuri como objeto de pesquisa

Licuri e Inovações Sustentáveis com promissora cadeia produtiva de valor fitoterápico e fitocosmético como uma forma de alavancar a bioeconomia do Nordeste. Esse é o título do projeto de pesquisa que está sendo executado por meio do Termo de Cooperação Técnica firmado entre a Cooperativa de Produção da Região do Piemonte da Diamantina (Coopes) e a Universidade Federal do Pernambuco (UFPE). A iniciativa visa como resultado a consolidação do licuri na bioeconomia do Nordeste.


A gestora do convênio Alianças Produtivas da Coopes, Renata Silva, avalia que essa parceria é de grande relevância para a cooperativa: "Dentro dessa perspectiva, vemos a UFPE como uma instituição que irá fomentar pesquisa para o desenvolvimento de novos produtos e, consequentemente, a consolidação do licuri no mercado. Percebemos o interesse da universidade de desenvolver produtos que se relacionem com o bioma Caatinga".  

 

A gestora ressalta que o objetivo é mostrar que o licuri não é apenas um coco pequeno, mas que, com o extrativismo do licuri, tem-se a possibilidade de desenvolvimento de uma gama de produtos, seja na área da alimentação, cosméticos ou na área de farmacêutica: "A gente pode trabalhar a utilização sustentável desses bioprodutos”. 



O Termo de Cooperação tem o cronograma, com objetivos específicos, previsto para ser executado em paralelo ao período de execução, na Coopes, do edital Aliança Produtiva, do Bahia Produtiva, projeto executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), a partir de acordo de empréstimo com o Banco Mundial.


Bioeconomia no Nordeste

Marcia Vanuza da Silva, professora do Centro de Biociência, Departamento de Bioquímica da UFPE, explica que ações como essa vêm sendo desenvolvidas como forma de alavancar a bioeconomia no Nordeste, que possui uma rica biodiversidade, ainda pouco valorizada: "A Caatinga vem chamando atenção pela biodiversidade, e dentro desse cenário, destacando a syagrus coronata, uma planta endêmica, exclusiva do bioma Caatinga, ainda pouco explorada, do ponto de vista científico. Do ponto de vista das comunidades tradicionais essa planta já tem diversos usos, como para inflamações, cicatrização e hidratação, mas ainda é muito escasso no mercado de produtos da biodiversidade brasileira e menos ainda a nativa, que é essa onde se encontra o licuri". 


A professora salienta que diante desse cenário da bioeconomia e de geração de renda nas comunidades, é necessário validar o uso popular desses bioprodutos, além da valorizar e agregar valor ao licuri, para, a partir do óleo, extraído, desenvolver novos bioprodutos para fins cosméticos e medicamentos, a fim de proporcionar ao país um portfólio de uma espécie nativa. O objetivo é transferir essa tecnologia para a Coopes.

 

No âmbito da cooperação téc