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O conhecimento que brota da terra valoriza os saberes tradicionais e transforma plantas em autonomia, cuidado e saúde.


A AGENDHA, representada por Edvalda Aroucha e Fabiano Lima, participou do evento de encerramento do Projeto Fitoterápicos: Uso Sustentável e Inovador de Recursos da Biodiversidade, um momento de celebração dos resultados alcançados, dos aprendizados construídos ao longo de mais de seis anos de atuação e, sobretudo, do legado deixado para os territórios e suas comunidades.


Iniciado em 2018, o projeto teve como missão promover o uso sustentável, acessível e inovador de plantas medicinais nativas, fortalecendo cadeias da sociobiodiversidade e contribuindo para a conservação dos biomas brasileiros. A iniciativa gerou impactos ambientais, sociais e econômicos na Mata Atlântica, Caatinga, Amazônia e Cerrado, demonstrando que é possível conciliar conservação da natureza, geração de renda e valorização dos saberes tradicionais.


Na Caatinga, a execução das ações foi coordenada pela AGENDHA, que atuou no fortalecimento de organizações comunitárias em quatro estados do Nordeste: a Associação de Certificação Participativa dos Produtores Agroecológicos do Cariri Paraibano (ACEPAC), em Prata (PB); a Associação da Comunidade Indígena Xucuru (ACIX), em Pesqueira (PE); a Associação da Comunidade Quilombola de Souza da Chapada do Araripe (ACQS), em Porteiras (CE); e a Associação Comunitária Terra Sertaneja (ACOTERRA), em Monte Santo (BA). O trabalho integrou assistência técnica, fortalecimento institucional, valorização dos conhecimentos tradicionais e incentivo ao uso sustentável da biodiversidade.


Para Edvalda Aroucha, o maior desafio continua sendo garantir que as populações permaneçam em seus territórios com dignidade e oportunidades.


"É preciso sensibilidade e compromisso de todos para compreender que o fundamental é manter o povo em seus lugares de pertencimento, reduzindo o êxodo rural, que nunca foi tão grande, mesmo em tempos de seca. As Caatingas só pulsam com seu povo produzindo e feliz, pois felicidade é um indicador de resultado que nenhum quantitativo será capaz de mensurar."

O principal legado do Projeto Fitoterápicos no Bioma Caatinga foi demonstrar que a sociobioeconomia é uma prática concreta de desenvolvimento territorial. Mais do que um conceito, ela se consolidou como um sistema vivo de resistência e valorização da biodiversidade, onde o conhecimento tradicional, aliado ao apoio técnico da AGENDHA, das associações comunitárias e dos parceiros, fortaleceu cadeias produtivas sustentáveis, promoveu autonomia e gerou empoderamento, especialmente para mulheres e jovens.


O encerramento do projeto marca o fim de um ciclo, mas também reafirma que os conhecimentos, as organizações fortalecidas e as redes construídas seguirão produzindo impactos positivos para a conservação da Caatinga e para a qualidade de vida das comunidades que dela fazem parte.


 
 
 
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