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Projeto Rural Sustentável Caatinga promove visita nas Unidades Demonstrativas de Sergipe

As visitas tiveram como objetivo mostrar, na prática, o panorama das ações do projeto nas comunidades e assentamento no estado.


Entre os dias 04 e 05 de fevereiro, o Coordenador Geral do Projeto Rural Sustentável Caatinga e o representante do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), foram recebidos pela AGENDHA, equipe de campo, famílias colaboradoras, representante territorial e, representante do CDJBC (Centro Dom José Brandão de Castro).


As atividades estão sendo desenvolvidas na região por meio de quatro Unidades Demonstrativas (UDs) e um hectare de ILPF (manejo sustentável de floresta) já implementadas pela AGENDHA. Estão em fase de implementação: 54 Unidades Multiplicadores (UMs), duas UDs, com envolvimento de duas Organizações Socioprodutivas: a Associação de Mulheres Lagoa da Volta e a Associação Comunitária do Assentamento Pedrinhas.


O território do Alto Sertão Sergipano tem um contexto histórico-econômico que se processa em torno da agropecuária. Neste contexto, a atividade pecuária, embora represente apenas 5% do PIB do estado, é relevante para o território, não apenas pela sua tradição regional, mas na última década diversas mudanças qualitativas foram observadas, como o aumento de atividades de manejo da alimentação e melhoramento genético dos animais, ou seja, houve avanços com a implementação de sistemas integrados, como a ILPF, que tornam estas atividades menos impactantes para os agroecossistemas na caatinga.


De acordo como o Plano de Desenvolvimento Regional do Estado de Sergipe (PDR-SE/2017), o segmento da agropecuária movimenta 5,2% do PIB Nacional, porém seus impactos são representativos nas emissões de gases do efeito estufa. O setor respondeu por 43% de gás metano e 67% do óxido nitroso emitidos em 2010, de acordo com o Banco Mundial. (2010). Contudo, é um setor de inclusão socioprodutiva para atores sociais de baixa renda nos territórios de base rural, ou seja, nas cidades interioranas. (SANTOS; COSTA, 2020) E, ocupam a categoria agricultores/as familiares, os produtores/as de baixa renda do meio rural sergipano, que não fazem parte do escopo econômico da Grande Aracaju.


SOBRE AS AÇÕES DE CAMPO


Na perspectiva de reduzir a vulnerabilidade das populações e da biodiversidade frente às mudanças climáticas, as tecnologias de agricultura de baixo carbono reúnem práticas sustentáveis que aumentam a produtividade agrícola, preservam a vegetação nativa, garantem renda ao produtor/a e diminuem a emissão de gases de efeito estufa.


A implementação de um padrão produtivo e tecnológico de baixa emissão de carbono é um processo complexo em atividades de agricultura e pecuária, demandando diversos recursos e a coordenação de atividades realizadas por diversos segmento sociais e econômicos.


O PRS Caatinga investe no fortalecimento de Arranjos Produtivos Locais (APL), na medida que, reconhece a necessidade de promover a articulação, interação, cooperação e aprendizagem entre empreendimentos de um território. Desta forma, estimula a capacidade das entidades prestadoras de ATER para coletivamente trabalhar na implementação de atividades produtivas e tecnológicas de baixa emissão de carbono.


A adoção deste conjunto de práticas, representa a oportunidade de coadunar com às demandas atuais e futuras de produção de alimentos, agregando as atividades desenvolvidas à agenda de sustentabilidade ambiental e social.


“Até momento, foram realizadas 260 visitas técnicas, 72 dias de campo, quatro mutirões, cinco reuniões, foram analisadas 60 amostras de solos e, implementadas 04 barragens de base zero. As famílias inseridas em uma área de 400m², irão receber sementes de guandu e moringa, além de 25 kgs de calcário e 25 kgs de mb4, que serão utilizadas no manejo e proteção do solo. Todas estas ações, visam o fortalecimento dos arranjos produtivos locais (APLs) e sua capacidade de fornecer forragem para a bovinocultura leiteira, com menos impacto aos agroecossistemas”, ressalta Tiago Cipriano (Técnico de Campo/AGENDHA/PRS CAATINGA).


SOBRE O PROJETO


Em Sergipe, o projeto conta com o apoio da Assistência Técnica de Extensão Rural (ATER) da AGENDHA, organização não-governamental, ambientada em Paulo Afonso, com atuação nacional, presta serviço de ATER com inclusão de gênero e gerações, promovendo a socioeconomia e o bem viver com e para as com famílias agricultoras, povos originários e comunidades tradicionais do Semiárido brasileiro.


E, com o CDJBC (Centro Dom José Brandão de Castro), é uma organização da sociedade civil, com sede na cidade de Aracajú, que desenvolve ações de convivência com o semiárido, agricultura de base agroecológica, sua atuação visa garantir direitos básicos e necessários e o combate a todas as formas de violência contra as mulheres, crianças e adolescentes.


Estiveram presentes nos encontros: Maurício Lins Aroucha (Coordenador do Projeto), Luciene Marilac (Coordenadora Institucional), Bruna Vieira (Coordenadora de Projetos), Jocivaldo Ferreira (Monitor Estadual/PRS Caatinga), Daniel dos Santos (técnico da AGENDHA), Tiago Cipriano (técnico da AGENDHA) e Eudes Andrade (Técnico da AGENDHA); João Alexandre (Coordenador do CDJBC), Flávio Chaves (Banco Internacional de Desenvolvimento - BID) e Francisco Campello (Coordenador do PRS Caatinga).


O PRS Caatinga é resultado da Cooperação Técnica aprovada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), com recursos do Financiamento Internacional do Clima do Governo do Reino Unido, tendo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) como beneficiário institucional, a Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS) como responsável pela sua execução e administração.


Texto: ASCOM AGENDHA




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