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Projeto de ATER Agroecologia da AGENDHA Transforma Realidades em Três Anos de Atuação

O Projeto de ATER Agroecologia da AGENDHA celebra três anos de atuação, marcados por realizações significativas nas áreas de articulação, mobilização, diagnóstico, planejamento comunitário e práticas agroecológicas. Durante esse período, foram desenvolvidas diversas atividades, incluindo visitas, plantio de mudas, feiras agroecológicas e a atualização de CAFs (Cadastro Nacional da Agricultura Familiar). No entanto, uma das fases mais importantes do projeto foi a caracterização dos agroecossistemas familiares, totalizando 54 experiências sistematizadas.

Marineide Teixeira, Agricultora Familiar, Campos Novos - Paulo Afonso/BA

Entre os protagonistas desse processo está a agricultora familiar Marineide Teixera, cujo trabalho se tornou um exemplo inspirador para aqueles que buscam produzir de maneira agroecológica. Sua propriedade apresenta um subsistema diversificado, incluindo pomar, horta, roçado e a avicultura. Mesmo sem o auxílio de uma cisterna de produção, Marineide consegue comercializar uma variedade de produtos em sua comunidade, utilizando moto táxi para entregar alfaces, coentros, rúculas, couves, tomates, abobrinhas, quiabos e pimentões.


Para Marineide, a introdução de estufas agroecológicas em sua propriedade foi um divisor de águas. "Foi um presente de Deus essa estufa, a gente só vivia era comendo veneno na feira, comprava o coentro e a cada dois dias o coentro estragava, e hoje você tem natural, pra você comer, muito bom demais", comenta a agricultora, destacando os benefícios da produção agroecológica para a saúde e qualidade dos alimentos.


As estufas agroecológicas da AGENDHA são tecnologias sociais, construídas em mutirão com a comunidade e, desempenham um papel fundamental no processo. Contrariando a crença de que as estufas servem apenas para baixar a temperatura, Daniel Santos, técnico da AGENDHA explica:


"Algumas pessoas acham que a estufa é para baixar a temperatura, mas não, conseguimos controlar com ela a entrada de luz, importante porque o sol é muito quente e com ela não incide direto nas folhas e no solo. A temperatura fica maior dentro sem a luz do sol, e com isso a evaporação da água é mais lenta, possibilitando uma horta mais verde e saudável. E a estufa também serve para proteger contra os passarinhos, as pragas."

Ao longo dos três anos do Projeto de ATER Agroecologia, a transformação na realidade das comunidades envolvidas é evidente, impulsionada pelo comprometimento dos agricultores familiares e pelo apoio contínuo da AGENDHA. A disseminação de práticas agroecológicas, aliada à conscientização sobre a importância da preservação ambiental e da produção saudável, continua a ser a meta do projeto, visando um futuro mais sustentável para todos.


O Projeto ATER Agroecologia é realizado em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Rural (@sdrbahia), a Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (@bahiater) e o SETAF (Serviço Territorial de Apoio à Agricultura Familiar) do Governo do Estado da Bahia.





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