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Iniciativa fomenta renda entre agricultores familiares de Santa Brígida

Agricultores familiares da Comunidade Riacho Fundo em Santa Brígida que fazem parte do Projeto ATER Agroecologia, entregaram na última segunda (06), os primeiros produtos alimentícios do ano, que serão utilizados na merenda escolar da rede municipal de ensino.

A Iniciativa que acontece em parceria com a Escola Luiz Viana, tem fomentado a renda dos/as agricultores/as familiares do município, além de garantir uma alimentação de qualidade para os alunos e alunas regularmente matriculados. Com contrato assinado no dia 05 de maio de 2022, as entregas acontecem uma vez por semana e, são fornecidos diversos produtos, entre eles: feijão, alface, coentro, cebolinha, cenoura, banana, melancia, macaxeira, ovos de galinha caipira e polpa de frutas.


Em busca de melhorar a qualidade dos produtos que eram fornecidos por empresas de outras regiões, o diretor da escola tomou a iniciativa de dialogar com as técnicas de campo da AGENDHA: Tarcísia Sousa (Projeto Bahia Produtiva) e Sheyla Ferreira (Projeto ATER Agroecologia), que se dispuseram a realizar o mapeamento dos produtores/as com capacidade para atender os critérios de fornecimento para o PNAE do município.


“Eu conheci Tarcísia e ela demonstrou muita boa vontade para ajudar a gente com os agricultores, nossa parceria iniciou em 2019, e ela sempre dando uma assistência muito grande a gente aqui do colégio. Ano passado foi mais difícil por que a escola que teve que fazer todo o processo, foi quando veio Tarcísia e Sheyla Ferreira, ambas técnicas de campo da AGENDHA, que nos ajudaram bastante em todas as etapas de regulamentação, adequação da proposta e a identificação dos agricultores/as. E, agora que os valores mudaram de 30% para 100% dos produtos utilizados na merenda devem ser oriundos da agricultura familiar, mais do nunca precisamos dos agricultores/as da nossa região produzindo alimentos com qualidade”.


O PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) oferece alimentação escolar e ações de educação alimentar e nutricional a estudantes de todas as etapas da educação básica pública. O governo federal repassa, a estados, municípios e escolas federais, valores financeiros de caráter suplementar efetuados em parcelas mensais para a cobertura de 200 dias letivos, conforme o número de matriculados em cada rede de ensino.


Lucimar Guedes, agricultora familiar, representante da Associação de Produtores Rurais da Comunidade Riacho Fundo, destaca que para produzir é preciso um grande esforço, porém essa é uma iniciativa ajuda os agricultores/as familiares a continuar produzindo e comercializando dentro do seu próprio território:


“Eu estou achando muito bom, esse incentivo para a agricultura familiar, por que mostra que a gente está evoluindo cada vez mais, a nossa dificuldade maior é a água, que não é muita. Mas, a gente dá um jeito! Quando falta a água, eu pego o carro ou a moto, coloco nas caixas e é essa água que eu vou usar nos meus coentros, minhas couves e meus alfaces, até agora está dando certo”. (Lucimar Guedes – Agricultora Familiar)


De acordo com a Nutricionista do NTE 24, Roberta, o suprimento de alimentos diversos e seguros é fundamental para o desenvolvimento e crescimento saudável dos estudantes da rede de ensino. Ademais, uma merenda escolar balanceada, contribui para levar vitaminas ao corpo, desta forma, melhorar o desempenho acadêmico, além de promover a saúde dos indivíduos que necessitam de cuidados específicos, com acesso igualitário e considerando as particularidades biológicas de cada faixa etária: “a inclusão desses alimentos na alimentação escolar trará inúmeros benefícios aos estudantes, uma vez que as refeições serão mais nutritivas, saborosas e de maior qualidade”.


Ela destaca a importância da diversificação alimentar para garantir uma alimentação adequada, variada e equilibrada, e menciona a inclusão de novos produtos, como polpas de frutas locais, como um exemplo dessa diversificação.


Essa ação cumpre com a exigência da Lei nº 11.947, sancionada em 16 de junho de 2009, que determina que no mínimo 30% dos recursos repassados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) aos Estados, Municípios e Distrito Federal para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) sejam destinados à promoção da alimentação saudável e adequada.


E, envolve a utilização de alimentos variados e seguros, que respeitem a cultura, as tradições e os hábitos alimentares saudáveis, bem como o apoio ao desenvolvimento sustentável, incentivando a aquisição de gêneros alimentícios diversificados, sazonais e produzidos localmente pela agricultura familiar.


Ascom AGENDHA






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