Coleção de experiências reúne agroecossistemas resilientes às mudanças climáticas

Ao todo, são 55 iniciativas, das regiões do Semiárido brasileiro, Gran Chaco, na Argentina, e do Corredor Seco, de El Salvador; material deve dar apoio pedagógico a cerca de 1,3 mil agricultores(as), inseridos (as) no 1º Programa de Formação do Daki Semiárido Vivo.


O avanço dos efeitos das mudanças climáticas é uma realidade em todo o mundo. Em meio a esse cenário, o projeto Daki Semiárido Vivo lançou, na última sexta-feira, 17, durante a I Feira da Agricultura Familiar (Fenafes), realizada no Centro de Convenções de Natal, no Rio Grande do Norte, uma coleção com 55 experiências de agricultura resiliente ao clima. As iniciativas são oriundas das regiões do Semiárido brasileiro, Gran Chaco, na Argentina, e do Corredor Seco, de El Salvador. Mesmo sendo realizadas em países diferentes, essas iniciativas possuem algo em comum: a capacidade de apontar soluções para os efeitos das mudanças climáticas que afetam o Semiárido.


Um bom exemplo vem da comunidade de Corzuela, no Chaco argentino, onde atuam as mulheres da Asociacion Siempre Unidos de Corzuela. Elas encontraram um caminho para resistir ao avanço das mudanças climáticas na produção do doce de Tuna. Feito a base do Figo da Índia, espécie nativa da região, a iguaria conquistou o paladar de muitas pessoas, tornando-se o carro-chefe da marca Sabores Porsuella. Além de criarem a marca, as mulheres registraram o grupo e adquiriram certificados, para facilitar a comercialização em vários mercados.“Sem se formalizar não era possível que elas tivessem sucesso, especialmente na área rural, onde se enfrenta a escassez de água”, explica Gabriela Faggi, técnica do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA).