A AGENDHA recebe visita técnica que avaliou um ano do Projeto Ater Agroecologia

Atualizado: 29 de set. de 2021

O Projeto Ater Agroecologia da AGENDHA recebeu a visita técnica do fiscal da Bahiater, Helder dos Anjos, no período de 20 a 25 de setembro. Em uma semana, foram realizadas visitas técnicas para verificar a efetividade das ações executadas durante o primeiro ano do projeto. Chorrochó, Paulo Afonso, Glória, Jeremoabo e Santa Brígida foram os cinco municípios selecionados para a visita que aconteceu sem agendamento das famílias. Teve como intuito monitorar e acompanhar a execução do contrato firmado entre o Governo da Bahia, financiador destas ações e, a AGENDHA.


Foto Acervo AGENDHA

A Chamada Pública nº 01/2018 - Ater Agroecologia, visa o fortalecimento da Política Estadual de Assistência Técnica e Extensão Rural e a Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (PNAPO) no cumprimento de sua missão institucional de garantir o serviço público e gratuito de ATER, abrindo os caminhos para a promoção do desenvolvimento rural e da agricultura familiar baiana, em consonância com as expectativas das famílias envolvidas que tem a agricultura como modo de vida e trabalho. Este projeto visa levar serviços de assistência técnica e extensão rural pública as famílias agricultoras nos Territórios Itaparica e Semiárido NE II. O Projeto é financiado pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e a Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater) e o SETAF (Serviço Territorial de Apoio à Agricultura Familiar).


As comunidades visitadas foram: Jurema (Chorrochó), Marancó (Santa Brígida), Sítio do Lúcio (Paulo Afonso), Retiro (Glória) e Rompe Gibão (Jeremoabo). O monitoramento proporcionou diversos encontros com a equipe de campo e, possibilitou a troca de informações, vistorias e ajustes documentais, esclarecimento de dúvidas sobre o SIGATER, além de proporcionar o conhecimento sobre a realidade das famílias beneficiadas. Helder esclareceu por que o trabalho de assistência técnica é tão importante:

“vocês enfrentam desafios diários com o clima, seja pela seca, seja pelas chuvas desordenadas, isso nos obriga a fazer um trabalho cada vez melhor, focado em propor políticas públicas e, construir a autonomia nos agricultores familiares para entender, experimentar e criar soluções diárias em seus sistemas produtivos".

Ele ressaltou a importância de o projeto trabalhar em rede e ser abraçado pelas prefeituras, SETAF e Sindicato dos Trabalhadores Rurais.

Foto: Acervo AGENDHA

Indicadores de Impactos


Para o primeiro ano de execução, o Ater Agroecologia previa e, já realizou a mobilização dos parceiros e das famílias, o cadastro no SIGATER dos diagnósticos dos agroecossistemas, o diagnóstico comunitário participativo e está iniciando a caracterização dos agroecossistemas, neste contexto, é imprescindível dialogar e construir indicadores como mediadores do monitoramento do projeto, pois é uma proposta que vai fazer o comparativo dos impactos ao final dos três anos de execução. Segundo Helder: “o objetivo principal desta proposta é uma orientação técnica fortalecida e contextualizada com a realidade local. O projeto tem muitos desafios, entre eles manter a memória mobilizadora. As famílias incluídas precisam entender o contexto do projeto, agregar conhecimento que já possuem para que eles possam ter mais autonomia de praticar o que aprenderam e resolver os problemas à medida que surgem”.